Evangelho (Lucas 12,32-48)
É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir não sabeis, não! (Mt 24,42.44)
12 32 Disse Jesus: “Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.
33 Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói.
34 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
35 Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.
36 Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.
37 Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á.
38 Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos!
39 Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa.
40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem”.
41 Disse-lhe Pedro: “Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?”
42 O Senhor replicou: “Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo?
43 Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!
44 Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.
45 Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,
46 o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis.
47 O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes.
48 Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir”.
33 Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói.
34 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
35 Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.
36 Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.
37 Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á.
38 Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos!
39 Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa.
40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem”.
41 Disse-lhe Pedro: “Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?”
42 O Senhor replicou: “Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo?
43 Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!
44 Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens.
45 Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se,
46 o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis.
47 O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes.
48 Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir”.
Oração
Espírito de prontidão, mantém-me em contínuo alerta, à espera do Senhor que vem, libertando meu coração do apego exagerado aos bens deste mundo.
Espírito de prontidão, mantém-me em contínuo alerta, à espera do Senhor que vem, libertando meu coração do apego exagerado aos bens deste mundo.
O Evangelho deste domingo, Dia do Padre, têm um significado muito profundo, muito especial para nós, católicos orantes.
A vigilância é o fundamento da vida cristã. Sem a oração, de nada valeria professarmos a fé em Cristo Jesus. É uma falta de consideração não rezar, especialmente ao acordarmos e antes de dormirmos, para agradecer ao Senhor pelo pão nosso de cada dia, pelas graças que recebemos da Suas mãos misericordiosas...
Não podemos esquecer que somos frutos do Amor de Deus. E a única forma de agradecer por sermos o que somos é rezando, mantendo um contato íntimo com o Criador.
Não podemos ser frios, nem mornos. Devemos ser quentes, termos um espírito fervoroso, e contrito, porque só assim reconhecemos a nossa insignificância, a nossa pequenez, diante do Pai.
Tudo o que fazemos é um tipo de oração, e existem infinitas formas de fazê-lo no nosso dia-a-dia. O lema de São Bento é "Ora et labora". O trabalho cotidiano também nos aproxima de Deus, porque é uma forma de sacrifício, e nós devemos oferecer este sacrifício, que se reflete no nosso cansaço. A ociosidade não nos leva a lugar nenhum.
Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.
2 Tessalonicenses 3:8
2 Tessalonicenses 3:8
São Paulo, apóstolo cheio do amor do Espírito de Deus, nos dá uma lição valorosíssima, porque nela está contido todo o sentido da fé cristã, que é a entrega a Deus.
Não importa como eu rezo, em que posição, em que língua. Deus é onisciente, conhece tudo, tudo mesmo. Deus é onipresente, está em tudo, e também nas nossas orações, contanto que tenham boas palavras, boas intenções. Não se reza para que alguém sofra por vingança, ou para pedir a execução da ira divina. Deus é misericórdia, e jamais castiga os Seus filhos. Deus não castiga, simplesmente, Dá as costas para quem não O quer consigo.
Este é o Inferno espiritual, o afastamento de Deus. Até o diabo deixa de nos incomodar, porque sem Deus, não há do que ele nos desviar. Já estamos desviados. Por isso nunca devemos abandonar a oração, porque é a única coisa que nos une ao Pai.
Rezar não é somente se ajoelhar diante duma imagem, do altar, do sacrário e pedir o que queremos receber. Rezar é cumprimentar as pessoas, dar "bom dia" e "boa noite"; rezar é ajudar nosso próximo no que precisa; rezar é dar de beber, de comer, de vestir; tudo o que é bom se caracteriza como uma oração, porque nos une mais e mais á Deus, que é o Sumo Bem, o Sumo Amor.
Embora seja difícil viver assim, nessa relação com Ele, não temos o porquê não tentar.
Por intercessão da Virgem, Reconciliadora dos pecadores, abençoe-vos o Deus que é Pai e Mãe!
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